Quando o Lucro Presumido é melhor que o Simples não tem uma resposta segura baseada apenas em uma alíquota. Faturamento, atividade, folha, despesas, município e forma de retirada dos sócios alteram o resultado.
Resposta direta
Faça a comparação pelo valor líquido: receita menos tributos, custos da operação, previdência, benefícios que deixam de existir e reservas necessárias. No Simples Nacional, use receita acumulada dos 12 meses, anexo, faixa e parcela a deduzir para chegar à alíquota efetiva.
Dados necessários
- Receita mensal e acumulada dos últimos 12 meses;
- CNAEs e atividades efetivamente prestadas;
- Folha, encargos e pró-labore;
- Despesas operacionais e benefícios;
- ISS, retenções e regras do município;
- Perfil dos clientes e projeção para os próximos meses.
Como comparar cenários
- Calcule a receita bruta e a alíquota efetiva em cada regime possível.
- Separe imposto da empresa, INSS e IRPF do sócio.
- Inclua férias, descanso, equipamentos, seguro e risco comercial na comparação PJ.
- Revise o resultado sempre que faturamento ou folha mudarem.
Cuidados importantes
O Fator R não é uma escolha fixa: ele é recalculado. Distribuição de lucros exige escrituração e resultado contábil. Ter um único cliente não cria vínculo automaticamente, mas subordinação, pessoalidade, habitualidade e onerosidade podem caracterizar relação de emprego no caso concreto.
Fontes e atualização
Consulte o Portal do Simples Nacional para tabelas, manuais, PGDAS-D e regras vigentes. Valores e limites devem ser confirmados no período da decisão.
Faça uma simulação antes de decidir
Use a ferramenta gratuita da OpenYOU para organizar os dados e leve o resultado para uma análise contábil individual.
Conteúdo educacional, atualizado em agosto de 2026. Regras fiscais podem variar conforme atividade, município, faturamento e regulamentação posterior.